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Com metaverso, virtual influencers encontram terreno fértil para se proliferar

Imagem: Reprodução

Miquela Sousa, ou Lil Miquela, influenciadora virtual criada por Trevor McFedries e Sara DeCou

Os virtual influencers não são novidade no Brasil de Lu, do Magalu – na vanguarda da tendência, desde 2003. O que é novo agora – numa cultura de metaverso e realidades virtualizadas em ascensão – é um terreno altamente fértil para a proliferação desses personagens, que cada vez mais estão na mira das marcas.

Relatórios de tendência pelo mundo, como The Future 100, da Wunderman Thompson Intelligence, e Tech Trends, do Future Today Institute, tratam os virtual influencers como uma frente a ser explorada, e mapeiam as novas vertentes e tendências que surgem a partir desse movimento.

Nos ambientes do metaverso, onde cada usuário ingressa por meio de avatares cada vez mais customizáveis, o que se pode esperar é a emergência de novos personagens com poder de influência nas mãos não só das marcas e designers, mas também das pessoas.

Veja três aspectos dos virtual influencers, que interessam às marcas:

Eles também viralizam

O perfil Nobody Sausage, de salsichas 3D dançantes, é uma demonstração do poder de viralização de influenciadores virtuais. Os personagens, criados pelo brasileiro Kael Cabral, são um fenômeno no TikTok, com mais de 14 milhões de seguidores. Segundo o ranking anual da Hype Auditor, no fim de 2021, o perfil era o terceiro virtual influencer mais seguido no Instagram no mundo, atrás apenas de Lu, do Magalu, e da Lil Miquela, it girl eternamente com 19 anos.

Hoje, o Nobody Sausage já assume o segundo lugar, com 3,6 milhões de seguidores, deixando para trás Lil Miquela, com 3 milhões. Lu, do Magalu, segue líder com 5,9 milhões, mostrando que o Brasil faz escola no tema. No Instagram, somente o vídeo de uma salsicha dançando “Envolver”, de Anitta, alcançou mais de 29 milhões de visualizações. Outro, de um meme com uma enfermeira de ambulância, chegou a 75 milhões.

Estão mais realistas

Influenciadores e avatares que reproduzem seres humanos estão mais realistas. E não é só por uma questão de evolução da computação gráfica e da inteligência artificial. As imperfeições também fazem parte dos personagens, para que se tornem mais “humanos”, segundo o relatório “The Future 100 – 2022”, da WTI, que mapeou os “Virtual Genuinfluencers” como tendência.

O report cita Angie, uma influenciadora virtual que está estabelecendo novos padrões de beleza na China ao celebrar suas “imperfeições”. “Ao contrário de outros influenciadores virtuais, cuja pele é lisa e perfeita e os rostos são simétricos, a pele de Angie às vezes fica seca ou corada, às vezes tem acne, maquiagem e dentes não estão perfeitamente alinhados.”

E rendem infinitamente

Se há uma grande vantagem para marcas em trabalhar com influenciadores virtuais é o total controle sobre as narrativas, formas e expressões desses personagens. Sem contar nas inúmeras possibilidades de aparições, nas mais diversas plataformas, segundo o Tech Trends 2022, do Future Today Institute.

“Como essas estrelas sintéticas não precisam de comida ou sono, elas podem trabalhar 24 horas por dia e ser personalizadas e dimensionadas para inúmeras aplicações e conteúdo infinito, tornando-as ativos valiosos para seus criadores e várias partes interessadas, e um componente importante do metaverso emergente”, diz o relatório.


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