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Consumidor quer marcas engajadas na agenda ESG com conteúdo sobre o tema

Imagem: Mert Guller/Unsplash

Os consumidores brasileiros esperam das marcas que se engajem na agenda ESG (Environmental, Social and Governance), com ações práticas e com conteúdo sobre o tema. É o que mostra o estudo “ESG – A importância e os impactos da sigla pelas lentes de quem consome”, realizado pela empresa de pesquisa MindMiners, em parceria com o Google.

Embora poucos respondentes da pesquisa já tenham ouvido falar na sigla (21%), uma ampla maioria incorpora a responsabilidade socioambiental como um valor de forma associada às marcas. Entre os entrevistados, 75% acham importante as empresas apoiarem causas ambientais, sociais e de governança, independentemente da sua área de atuação.

O levantamento mostra ainda que marcas engajadas nessas questões ganham em afinidade com o público. Dos respondentes, 66% disseram que se sentem mais próximos das marcas que patrocinam seus temas de interesse, “vestem a camisa” e se posicionam. E 64% não veem problemas em uma marca patrocinar variados temas ou assuntos ao mesmo tempo.

Para compreender a percepção da população brasileira sobre ESG, o estudo ouviu 3.000 pessoas acima de 18, das classes ABCD, em todas as regiões do país, de acordo com a distribuição populacional apontada pelo IBGE. As entrevistas foram realizadas online, por meio do painel MeSeems, da MindMiners.

O estudo constatou, no entanto, que as marcas ainda não estão sabendo comunicar suas ações socioambientais com efetividade. Na pesquisa, 47% dos entrevistados não conseguiram, de maneira espontânea, associar as marcas aos temas ESG. Segundo o levantamento, isso ocorre porque “há uma carência de marcas que tenham posicionamentos e ações sólidas e relevantes no universo ESG”.

“A empresa deve não só ter o walk the talk, seguir o que vem falando, não entrar em contradição frente ao que propõe e garantir o seu compromisso com aquela frente no sentido de valor e missão. Ela também tem de trazer a relevância desses assuntos para a pauta do dia”, disse Pedro Prioli, coordenador da pesquisa, durante apresentação dos resultados.

A comunicação, nesse sentido, representa um campo relevante para a atuação das marcas na agenda ESG. Quando perguntados sobre o que esperam das marcas, 53% dos respondentes citaram “transparência quanto ao impacto de suas ações através de redes sociais e outros meios de comunicação”. Outras expectativas no campo da comunicação apareceram entre as principais: desenvolver campanhas de mídia que gerem conscientização (para 51%) e divulgar e informações/curiosidades relevantes sobre o tema (para 41%).

Projetos e ações concretas, que dão base à comunicação, também figuram entre as principais expectativas dos entrevistados. Metade gostaria de ver empresas apoiarem ONGs e ou movimentos que atuam à frente dessas questões; 46% esperam ver apoio cultural/ financiamento de projetos; 37% gostariam que marcas tivessem uma política de contratação inclusiva, abrangendo populações sub-representadas em seus quadros de funcionários; 36% queriam ver mais patrocínios a eventos (palestras, feiras, encontros, etc.) e 32% o desenvolvimento de produtos para populações específicas e sub-representadas.


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