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Marcas terão de trabalhar cuidado e saúde até 2030, aponta relatório de tendências

Imagem: Kaylee Garrett/Unsplash

Os efeitos da pandemia de COVID-19 irão além dos vividos nos anos de distanciamento social, que alteraram instantaneamente hábitos diários de consumo e hoje começam a se revisar. Haverá um impacto perene, à medida que se enraizou o interesse pela saúde, cuidado e bem-estar no comportamento das pessoas, segundo aponta o relatórios Dentsu Retail 2030. E isso terá impacto direto para as empresas de varejo.

“Até 2030, garantir a saúde a longo prazo e prolongar a longevidade se tornarão os principais interesses de muitos consumidores. A erradicação de doenças, melhores tratamentos e regulamentação global salvaram e melhoraram a vida de milhões de pessoas”, diz o documento.

Há uma crescente demanda dos consumidores por produtos e serviços, que esperam das marcas responsabilidade pessoal por saúde e bem-estar. E isso vai ao encontro dos avanços tecnológicos acelerados na pandemia. “Uma era de saúde preventiva está chegando, alimentada por novas ferramentas preditivas (e dados coletados por meio delas), que fornecem aos consumidores uma visão sobre futuros riscos ou condicionamentos à saúde.”

O relatório usa como base dados da pesquisa global “The Age of Inclusive Intelligence”, também da Dentsu, que mostra que quase metade (46%) dos consumidores ouvidos espera usar a tecnologia na próxima década para prever o que acontecerá com sua saúde física. “As expectativas dos consumidores aumentarão – as pessoas vão querer saber não apenas como está sua saúde hoje, mas como será amanhã.”

De acordo com o paper, as tecnologias emergentes permitirão conectar ações e escolhas de consumo com seu impacto nos corpos. “Varejistas precisarão considerar como a crescente preocupação com a saúde e o condicionamento físico podem transformar suas experiências nas lojas.”

Veja como as experiências de varejo devem se transformar visando as mudança de comportamento em saúde, segundo o estudo:

Locais saudáveis

A preocupação com a saúde irá remodelar a forma como as cidades são vividas. Instalações de saúde já são encontradas em shopping centers, que normalmente eram dedicados unicamente às compras. “Os varejistas precisarão entender e adotar o novo foco na saúde mental e física em um local compartilhado.”

Transparência sobre produtos

Os varejistas devem observar a rastreabilidade do produto para atender às expectativas dos consumidores por mais transparência sobre ingredientes, processos de produção e cadeia de suprimentos. Isso já vem sendo observado no Brasil, em relação aos produtos lácteos, com as recentes mudanças em seus componentes sendo alvo de atentas críticas pela opinião pública. “O foco na transparência, especialmente no espaço de comércio eletrônico, é cada vez mais importante à medida que o poder de compra dos millennials e da geração Z aumenta.”

Diagnósticos na gôndola

Os varejistas devem desenvolver ofertas e promoções de compras em nível de diagnóstico em tempo real, especialmente nas farmácias, mas não só. Testes rápidos de COVID-19 já são populares, e a tendência é que essa instantaneidade diagnóstica deva se multiplicar para outras doenças. O relatório cita exames oftalmológicos e de diabetes que já são encontrados em supermercados, nos EUA. No Brasil, deve ser observada a legislação local para o tema.


Quem faz os conteúdos UOL para Marcas:

Apuração e redação: Renata Gama / Edição e redes sociais: Raphaella Francisco / Arte: Julianne Rodrigues
Gerente responsável: Marina Assis/ Gerente Geral: Karen Cunsolo