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Leo Corrêa, do Magalu Ads: Lu do Magalu deixou de ser custo para trazer receita

Imagem: Divulgação

Maior influenciadora virtual do mundo, a Lu do Magalu conseguiu a “façanha” de aparecer em um telão da cobiçada Times Square, em Nova York, no mês passado. A ação para a Samsung foi simultânea ao evento Galaxy Unpacked, onde a fabricante apresentou globalmente seus lançamentos da linha Galaxy, com smartphones dobráveis.

Essa é uma demonstração do valor que a imagem da virtual influencer vem acumulando como ativo do Grupo Magalu, desde a sua criação, em 2003. “Hoje a Lu é nosso principal asset, é a nossa estrela”, disse Leonardo Corrêa, gerente do Magalu Ads, durante painel no YouPIX Summit sobre o case. “A Lu deixou de ser uma linha de despesa para ser uma linha de receita. Hoje a Lu é lucrativa e rentável para o Grupo Magalu.”

Mas, para que a Lu aceite o job, é necessário um total fit do patrocinador com os objetivos do Magalu. Ou seja, é claro que a virtual influencer não vai ativar marcas concorrentes ou fazer publicidade de produtos que não estejam à venda nas plataformas do Grupo Magalu.

Na ação para a Samsung, a Lu do Magalu foi convidada para o squad de influenciadores do lançamento global da linha Galaxy. Foi a única virtual influencer do time. “Mas a gente extrapolou o território só do conteúdo e da cobertura do evento, a Lu foi parar num dos espaços publicitários mais disputados do mundo e acabou sendo a garota propaganda global da Samsung”, disse Luiz André, coordenador de influência do Magalu.

A aparição não estava no planejamento, segundo relata o time de marketing do Magalu. A ideia veio de um questionamento a menos de uma semana de lançar a campanha. “Estava tudo aprovado e pronto. Mas temos um time muito apaixonado pela Lu, com vontade de fazer e gerar buzz. E a gente se pergunta sempre: como a Lu vai surpreender, o que vai fazer diferente para uma entrega superior?”, conta Aline Izo, coordenadora de social e conteúdo do Magalu.

A ideia, segundo ela, partiu de Luiz André. “O Luizão soltou de forma desacreditada. Disse: ‘Quando a gente pensa em Nova York, qual é o sonho? Aparecer no telão da Times Square!’ E o time começou a pirar. Pensamos: ‘a gente precisa, a gente vai colocar a Lu no telão’, sem saber ainda se seria viável ou se teria disponibilidade. Acreditamos e a Samsung aprovou. Em menos de uma semana, a Lu estava na Times Square, e deu certo”, disse Aline.

É o tipo de ação que só é possível, segundo a executiva, numa equipe sem medo de dar ideias, com lideranças capazes de identificar o potencial dos insights, pessoas com capacidade de execução e uma marca contratante aberta ao novo, que abrace o novo.

Do lado da Samsung, o abraço foi completo. “A gente conta com um time gigantesco por trás, tanto de Magalu como de Samsung, eu chego para eles e falo: ‘Gente, quero ideias loucas’. E eles trazem as ideias loucas e vêm com todo um ecossistema do Magalu, que contou com 50 portais trabalhando”, disse Erika Grande, gerente de channel marketing da Samsung.

“Então não foi só um ponto icônico da Times Square, com 94 minutos de exposição. A gente pensou em como fazer o povo brasileiro se sentir parte disso. E nada melhor do que a Lu do Magalu, que traz esse sentimento. E ficou a coisa mais linda a Lu com o nosso Z flip. Foi uma parceria de milhões! De milhões em engajamento e sucesso.”


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